Apneia Obstrutiva do Sono

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma síndrome clínica caracterizada por episódios repetidos de obstrução da orofaringe durante o sono que levam a hipóxia intermitente, fragmentação do sono e sonolência diurna excessiva. É uma doença altamente prevalente afetando cerca de 5% dos homens e 4% das mulheres. O impacto na saúde de pacientes com SAOS se deve ao aumento do risco de doenças cardíacas, tais como hipertensão arterial sistêmica, coronariopatias, arritmias e insuficiência cardíaca. Além disso, temos as consequências não-cardíacas da SAOS, como exemplos mais comuns, depressão, baixa capacidade física, perda de memória e acidente vascular cerebral (AVC).

A gravidade da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono – SAOS é, por vezes, classificada de acordo com o Índice de Apneia e Hipopneia – IAH. Esse último quantifica o número de vezes que a pessoa tem dificuldade de respirar por hora. A apneia é definida pela interrupção completa do fluxo de ar para os pulmões. Já a hipopneia ocorre quando há interrupção parcial ou incompleta da entrada de ar para os pulmões. De toda forma, ambos os eventos são prejudiciais para nossa saúde e precisam ser controlados ou eliminados.

Os homens são mais afetados pela SAOS que as mulheres. Contudo, essa diferença diminui à medida que a idade aumenta. isso se deve em parte à menopausa pois os hormônios sexuais femininos têm efeito protetor sobre o tônus muscular das vias aéreas superiores e sobre o controle da respiração.

A SAOS impede o repouso adequado do corpo e a atividade cerebral durante o sono por conta das inúmeras vezes que a pessoa é despertada para respirar.  Esse ciclo fragmenta o sono e submete o organismo à estresse contínuo durante à noite, mesmo sem a pessoa perceber.

O principal fator de risco para SAOS é a obesidade. Em pessoas obesas a prevalência pode chegar a 70% (na obesidade grave). Há cada vez mais evidências de forte associação de SAOS com disfunção metabólica e, principalmente, com alterações no metabolismo da glicose. Pacientes com SAOS parecem estar em maior risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2, resistência à insulina e síndrome metabólica. Na verdade, SAOS e obesidade podem exercer efeitos negativos e combinados sobre o metabolismo da glicose.

Já se sabe que a SAOS é um fator de risco reconhecido para doenças cardiovasculares e sua prevalência tem aumentando como consequência da epidemia global de obesidade. Estas paradas respiratórias (apneias) levam à redução do oxigênio no sangue arterial, causam ativação do sistema nervoso elevando a pressão arterial sistêmica (PAS) e a frequência cardíaca durante o sono. Isso aumenta o risco de complicações cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio, arritmias cardíacas. Além disso, complicações não-cardíacas também podem ocorrer como acidente vascular cerebral (AVC), depressão, perda de memória e acidentes automobilísticos.

O tratamento da SAOS moderada e grave é determinado pela utilização do CPAP que estabiliza as vias aéreas superiores e elimina ou reduz as apneias. Isso tem resultado positivo em relação ao sistema cardiovascular e é associado a maior proteção do coração durante o sono.

Em pessoas com diabetes e apneia do sono, a utilização do CPAP por, no mínimo, 12 semanas, além de controlar a apneia  pode melhorar a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose. Este resultado suporta a ideia da utilização do CPAP como terapia adjunta para mudança do estilo de vida, melhorando o metabolismo da glicose em pessoas com diabetes

Muito mais do que um problema social, a SAOS eleva riscos cardiológicos e neurológicos para desenvolvimento de hipertensão arterial, arritmia cardíaca, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Consulte o seu médico e descubra qual é o melhor tratamento para você.

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