Informações básicas sobre CPAP

O tratamento da apneia do sono e do ronco, por meio do CPAP, surgiu na década de 1980 e ao longo dos anos observamos o desenvolvimento tecnológico expressivo nessa área. Atualmente, os CPAPs contam com vários recursos que visam maior adaptação e efetividade no controle dos Distúrbios Respiratórios do Sono – DRS, como os sistemas de alívio de pressão ou mesmo a conectividade nas “nuvens” (ex. Airview da Resmed e o Encore Anywhere da Philips). Essa última permite a monitoração remota do paciente pelo seu médico ou fisioterapeuta assistente, possibilitando maior integração e melhoria na assistência dada pelos profissionais da saúde.

Contudo, antes de falarmos acerca dos avanços tecnológicos dos CPAPs vamos às informações básicas:

O que significa CPAP?

A sigla CPAP vem do termo  “Continuous Positive Airway Pressure” que significa pressão positiva contínua na via aérea. O CPAP é um gerador de fluxo aéreo, se fizermos uma comparação grosseira, o mecanismo de ação é semelhante ao do compressor de ar numa borracharia evitando o colapso do pneu. O fluxo de ar do CPAP gera uma pressão positiva nas vias aéreas e evita o colapso da região interna do pescoço. 

Quais os efeitos do CPAP no sistema respiratório?

O CPAP proporciona uma tração radial e longitudinal (alonga e abre) nas vias aéreas, formando um “colchonete de ar” na região posterior da língua (orofaringe). Isso evita o colapso da via aérea (apneia). Além disso, o CPAP eleva o volume de ar no sistema respiratório, proporcionando o recrutamento do parênquima pulmonar.

Qual é a pressão ideal do CPAP?

A unidade de medida da pressão do CPAP é cmH2O (centímetro de água), pois na área da fisiologia respiratória a pressão de ar no sistema respiratório é medida em cmH2O. A pressão ideal do CPAP, aquela capaz de controlar a apneia e o os roncos, pode ser determinada de duas formas. A primeira e mais tradicional, há necessidade de exame de polissonografia com o CPAP e geralmente ocorre no laboratório ou clínica de sono. Desse forma a pressão será determinada ao longo da noite de acordo com o controle do eventos (ex. apneia, roncos, entre outros). A segunda forma para se determinar a pressão ideal do CPAP ocorre por meio de utilização do CPAP automático ou CPAP “inteligente”. Nessa rotina o paciente utilizará o equipamento por determinado período de tempo (ex. uma semana, 15 dias, etc) e de acordo com a necessidade, o equipamento estabelecerá automaticamente a pressão terapêutica para evitar a apneia e os roncos. Independente da forma, o acompanhamento profissional é essencial para a utilização adequada da terapia. 

Como aumentar a adesão ao tratamento com CPAP?

Uma das grandes dificuldades do tratamento com CPAP é a alta taxa de abandono terapêutico. Segundo algumas pesquisas, 50% das pessoas abandonam o CPAP no primeiro ano de uso e 25% desistem na primeira noite. O acompanhamento profissional aumenta a adesão ao CPAP, mas outros pontos também são importantes preditores de sucesso no uso do CPAP como a percepção do benefício com o tratamento, o conforto com a máscara utilizada e o conhecimento sobre o distúrbio de sono. Além disso, a utilização de umidificador aquecido, sistema de alívio de pressão ou de pressão variável (auto-CPAP) auxiliam o  processo terapêutico levando a maior aderência ao tratamento com CPAP.

Deixaremos para falar sobre os tipos de CPAPs na próxima oportunidade.

Até breve!

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