Efeitos do Sono no Sistema Respiratório – Ajuda ou atrapalha?

Sono X Respiração

O controle da respiração é o segmento da fisiologia respiratória onde ocorrem as principais alterações devido ao sono. Essas mudanças, com origem no sistema nervoso central, determinam uma menor da sensibilidade ao oxigênio (O2) e ao dióxido de carbono (CO2), e tem seu início na fase NREM e seu pico de ação na fase REM.

Hipoventilação durante o sono: tudo fisiológico!

Durante o sono há redução da freqüência respiratória, e, simultaneamente, há redução do volume da ar que entra ou sai dos pulmões. Essa alteração do padrão respiratório determina redução da ventilação pulmonar, e é chamada de hipoventilação que, por sua vez, eleva o nível do CO2 no sangue arterial (PCO2) em 2mmHg a 4mmHg. Analogamente, há redução do nível do oxigênio no sangue arterial (PO2) na mesma proporção. Por fim, essa mudanças determinam menor sensibilidade do nosso organismo a elevação da PCO2 e a redução da PO2 durante o sono.

A estrutura mecânica da respiração, como os músculos das vias aéreas superiores (VAS) e do tórax, também sofrem alterações importantes durante as fases do sono. Nesse contexto, os músculos da VAS tem papel determinante para aumento da resistência ao fluxo de ar. Isso pode ser explicado pelo fato de que, durante a vigília, os músculos VAS: hipoglosso, geniohióide e o genioglosso estabilizam a língua para frente ou em posição protusa.

Estrutura da via aérea superior

Contudo, durante o sono há redução do tônus (hipotonia muscular) causando posicionamento posterior da língua com estreitamento da passagem do ar, principalmente, no nível da orofaringe.

O relaxamento muscular e as vias aéreas durante o sono

Em indivíduos saudáveis, a resistência da VAS pode aumentar de duas a quatro vezes durante o sono sem repercussões importantes. Entretanto, aumentos da resistência acima de 10 vezes podem gerar o ronco e a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS).

Como vimos, existem fatores que normalmente contribuem para o aumento da resistência da VAS, principalmente a escassez de estruturas rígidas ou mesmo ossos que mantenham a patência da via aérea.

Músculo da via aérea superior

No sono REM, as alterações respiratórias são mais acentuadas do que as observadas na fase NREM. De forma interessante, a mudança aguda do padrão ventilatório está associada à ocorrência das fases REM durante o sono. Essa última determina perda total do tônus da musculatura esquelética, com exceção do músculo diafragma e dos músculos responsáveis pelo movimento dos olhos, a atonia atinge os músculos da VAS e do gradil costal.

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